Andreza Matais

Extensão de prazo afetou apenas 7,3 mil urnas em todo o país, segundo dados do TSE compilados por programador

Andre Shalders
26/10/2026 09:08, atualizado 26/10/2026 09:09
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
A extensão do horário de votação no segundo turno das eleições deste ano, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi irrelevante para a vitória de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).
Uma fração das urnas foi atingida pela medida, e ela só registrou pouco mais de 5 mil votos, segundo dados do próprio TSE, compilados pelo programador Apolinário Passos.
Segundo a análise, a extensão do horário de votação só atingiu 7.352 aparelhos. Esse total representa apenas 1,48% do total de 497.882 urnas usadas nestas eleições. Nessas urnas que seguiram funcionando, foram registrados apenas 5.052 votos após as 17 horas. O total representa 0,004% do total de votos válidos destas eleições.
A diferença entre Flávio Bolsonaro e Lula, neste segundo turno, foi de 4,4 milhões de votos a mais para o petista.
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Apolinário Passos disponibilizou o código usado na plataforma GitHub. O arquivo foi inspecionado pela coluna.
Na noite de ontem, o candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) disse que o resultado do segundo turno era uma “sacanagem” e que é “impossível” reconhecer a derrota por conta da extensão do prazo determinada por Zanin.
O candidato também sugeriu que irá judicializar o resultado das eleições.
“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, disse.
“Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse Flávio Bolsonaro.


