Política / Eleições 2026

Decisão marca uma eleição tratada pela cobertura estrangeira como decisiva para a influência dos Estados Unidos na América Latina

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Flávio Bolsonaro e Lula — Foto: MAURO PIMENTEL e Nelson Almeida /AFP

A decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de estender em duas horas o horário de votação em todo o país neste domingo virou destaque da cobertura internacional do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O jornal americano New York Times atribuiu a prorrogação ao mau tempo e a problemas no transporte público, e observou que o ministro foi indicado ao Supremo por Lula. A rede britânica BBC informou que as seções seguiam abertas após a extensão de última hora, e o jornal britânico Guardian noticiou a medida em meio à disputa apertada entre os candidatos.

Imprensa internacional repercute prorrogação da votação — Foto: Reprodução

Os veículos estrangeiros também registraram a confusão provocada pela ordem, que saiu praticamente no horário de fechamento. A agência Associated Press relatou que mesários em Brasília deixaram as seções logo após o encerramento e que, no Rio de Janeiro, urnas já desligadas não puderam ser religadas. O NYT apontou que não estava claro se quem chegou depois do horário original poderia votar. Já a rede americana CNN destacou que, segundo a Justiça Eleitoral, as seções ainda abertas deveriam continuar funcionando.

Imprensa internacional repercute prorrogação da votação — Foto: Reprodução
A prorrogação marca uma eleição tratada pela imprensa internacional como decisiva para a influência dos Estados Unidos na América Latina. A AP lembrou que uma vitória de Flávio, aliado do presidente americano, Donald Trump, consolidaria a guinada à direita na região, enquanto a reeleição de Lula manteria o Brasil, ao lado do México, entre os governos de centro-esquerda.
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