Manoela Alcântara

A megaoperação na sede da Corte Eleitoral, em Brasília, mobiliza um contingente de até 100 agentes públicos em ação conjunta de proteção

Manoela Alcântara
25/10/2026 11:05
Felipe Menezes/Metrópoles
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) montou a maior e mais complexa operação de segurança da história durante o 2º turno das Eleições de 2026. A estratégia de proteção tem cães farejadores, drones da Polícia Federal (PF), varreduras antibomba e a integração de diversas forças para garantir a integridade dos servidores, a normalidade dos trabalhos e a credibilidade na consolidação dos resultados das urnas.
A megaoperação na sede da Corte Eleitoral, em Brasília, mobiliza um contingente de até 100 agentes públicos, em uma ação conjunta que alinha a Polícia Judicial do próprio TSE, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior do Trabalho (TST), além de policiais militares, bombeiros e tropas de elite da Polícia Federal (PF), como o Comando de Operações Táticas (COT).
A segurança aérea do perímetro é garantida por drones operados por uma equipe especializada de 10 policiais federais e da polícia judicial do STF.
No solo, a varredura contra ameaças é reforçada por cães farejadores treinados para detectar explosivos e artefatos em áreas sensíveis do prédio e nas vias de acesso, em trabalho guiado por policiais judiciais e militares do Exército.
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Inovações tecnológicas
A reestruturação para o pleito de 2026 trouxe uma série de inovações tecnológicas e operacionais na segurança orgânica do tribunal:
- Inspeção de alta precisão: controle de entrada foi otimizado com a chegada de novos scanners de raio-X de última geração e a adoção de um protocolo de triagem rigoroso e sistematizado para pedestres e veículos.
- Monitoramento sem pontos cegos: vigilância eletrônica nos ambientes internos e externos foi ampliada com a instalação de novas câmeras de circuito fechado.
- Patrulhamento ostensivo: a Polícia Judicial do TSE realinhou suas rotinas com os demais órgãos para implementar rondas ostensivas contínuas na área externa e nos corredores da Corte.
- Frota renovada: policiais judiciais passaram por capacitações específicas com foco na preservação da ordem e receberam novos portes de arma institucional, enquanto a frota de viaturas de proteção a autoridades foi renovada para garantir agilidade no transporte.
- Proteção contra incêndios: o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio (PPCI) do prédio passou por uma revisão completa alinhada às diretrizes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).
As novas medidas de reforço, segundo informou a Secretaria de Polícia Judicial, têm objetivo preventivo.


