Ministro do Esporte afirma que "o futebol sempre viveu sem as bets" e diz que governo pretende ouvir os times sobre possíveis impactos

26 set 2026 - 21h08

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- Por: Redação Terra

Medida provisória proibiu bets no Brasil

Foto: iStock

O governo federal pretende se reunir com os clubes de futebol brasileiros para ouvi-los sobre os impactos da medida provisória que proibiu as bets no País. A previsão é que a reunião com representantes dos times ocorra na próxima semana e tenha como objetivo discutir as demandas do futebol após a suspensão dos sites de apostas, segundo a GloboNews.

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A articulação para a reunião ocorre diante da insatisfação dos clubes com a nova medida. À emissora, o ministro do Esporte, Paulo Henrique Perna Cordeiro, afirmou que o governo pretende conversar com os times para entender as demandas do setor e analisar de que forma pode ajudar a reduzir eventuais prejuízos.

Levantamento da Sports Value aponta que os 20 clubes de maior receita do país receberam R$ 1,143 bilhão em patrocínios de bets ao longo de 2025. Apesar do alto valor, Paulo Henrique destacou que "o futebol sempre viveu sem as bets".

A decisão do governo provocou manifestações de grandes clubes brasileiros. Em uma publicação que recebeu críticas de torcedores, o Flamengo afirmou que "não se pode criar uma regra, levar empresas e instituições a assumir compromissos com base nela e, de um dia para o outro, mudar todo o marco regulatório".

O clube carioca tem um contrato de R$ 268,5 milhões por temporada com um site de apostas. Já o Fluminense, que recebe R$ 52 milhões por ano em um acordo do mesmo tipo, defendeu a adoção de um "período de transição adequado".

Publicada na sexta-feira, 25, a medida provisória que proíbe sites e aplicativos de apostas de quota fixa determina que as plataformas sejam retiradas do ar até 6 de outubro. Já os usuários terão até o dia 5 para sacar os valores que ainda estiverem disponíveis nas contas.

A retirada de anúncios, campanhas publicitárias e marcas relacionadas aos contratos de patrocínio também deverá ser concluída dentro desse prazo. Antes de a proibição ser confirmada, empresas do setor de apostas on-line chegaram a notificar clubes sobre a possibilidade de rompimento dos acordos firmados.
Além da MP, o governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a criminalização da exploração, operação e divulgação de apostas de quota fixa após a proibição do setor. O texto ainda depende de aprovação dos parlamentares e de sanção do presidente da República para entrar em vigor.
A exploração ou operação das chamadas "apostas de quota fixa", independentemente do meio utilizado, poderá resultar em pena de 4 a 6 anos de reclusão, além de multa. A regra também será aplicada nos casos em que a atividade tenha sido autorizada por uma autoridade estrangeira.
Fonte: Portal Terra
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