Reportagem publicada pela revista alemã Der Stern nesta semana destaca a presença de integrantes da família Bolsonaro na política brasileira. Com o título que compara os clãs Bolsonaro e Trump, a publicação analisa a quantidade de familiares envolvidos na política e afirma que a dimensão da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não encontra paralelo em outras dinastias políticas contemporâneas.“Os Trumps parecem uma família boazinha do subúrbio perto do clã Bolsonaro”, é o título da matéria, que aborda o grande número de membros da família do ex-presidente que resolveram fazer carreira na política.No pleito de 2026, 18 candidatos levam o sobrenome Bolsonaro, sendo oito integrantes do núcleo familiar. Entre os nomes citados estão Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência; Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado; Carlos Bolsonaro, também candidato ao Senado; Jair Renan Bolsonaro, candidato a deputado federal; e Renato Bolsonaro, irmão de Jair, que disputa uma vaga na Câmara.A revista também menciona outros dez candidatos que utilizam o sobrenome Bolsonaro sem possuir parentesco com a família, apontando que a associação ao nome pode ser utilizada como estratégia de visibilidade eleitoral. Leia também BrasilQuaest: 47% das mulheres temem volta da família Bolsonaro à Presidência BrasilNossa Senhora: Tabet diz ao TSE que citou família miliciana e não Bolsonaro BrasilCom Michelle em campanha, Bolsonaro pede ao STF para ter familiares em casa BrasilSem Jair, família Bolsonaro terá 5 nomes na disputa nas Eleições 2026 Família ocupa espaço central na disputaAlém dos filhos de Jair Bolsonaro, a reportagem chama atenção para a participação de Michelle Bolsonaro na disputa eleitoral e para a preferência da família pela candidatura de Flávio à Presidência.A Stern também analisa as relações internas do grupo familiar e o papel desempenhado pelo sobrenome Bolsonaro na política brasileira. As conclusões e caracterizações sobre a família são apresentadas como interpretações da revista alemã.“Na política brasileira há um citado que diz: ‘todos os políticos são ladrões’. Soa como puro cinismo contra a política. No entanto, é bem próximo da verdade”, diz a matéria.Com a aproximação do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, a presença de diversos integrantes do clã Bolsonaro em diferentes disputas eleitorais tornou-se um dos aspectos destacados pela imprensa internacional na cobertura da política brasileira.Comparação com famílias políticasA revista alemã compara o grupo brasileiro com outras famílias conhecidas por sua presença na política, como os Bush, nos Estados Unidos, e os Le Pen, na França.A socióloga Débora Messenberg Guimarães, da Universidade de Brasília, ouvida pela publicação, afirma que essas famílias possuem presença política em escala menor. Na avaliação atribuída a ela pela revista, a candidatura simultânea de oito integrantes de uma mesma família poderia representar um caso excepcional em âmbito internacional.A reportagem também aborda a atuação política de Jair Bolsonaro e de seus filhos ao longo dos últimos anos, além da participação de outros familiares em diferentes disputas eleitorais.Destaque da reportagemA candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República ocupa parte importante da análise da revista alemã. A Stern o apresenta como herdeiro político do pai e compara sua trajetória com a de outros nomes da direita internacional, entre eles Donald Trump e Javier Milei.A publicação também reproduz críticas à trajetória política do senador e questiona a imagem de candidato antissistema. As avaliações são apresentadas pela própria revista e fazem parte de sua interpretação sobre a sucessão política dentro da família.A reportagem contrapõe ainda as trajetórias de Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), destacando as origens profissionais e políticas distintas dos dois principais candidatos citados no texto.Investigações e processosA publicação menciona os processos envolvendo Jair Bolsonaro e outros integrantes da família. Entre os pontos citados está a condenação do ex-presidente por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, pelos quais ele cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão em regime domiciliar.Também foram abordadas as investigações envolvendo Flávio Bolsonaro e mencionadas suspeitas de vínculos com organizações criminosas. Essas referências aparecem no contexto da reportagem e devem ser diferenciadas de condenações judiciais definitivas.Outro integrante mencionado é Eduardo Bolsonaro, que teve o mandato de deputado federal cassado e foi condenado pela Justiça brasileira. A revista pontua sua permanência nos Estados Unidos e sua relação com aliados do presidente Donald Trump.









