Irã apresentou a iniciativa na Assembleia Geral da ONU, em Nova York

26 set 2026 - 13h47

(atualizado às 14h29)

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- Por: Trevor Hunnicutt e Parisa Hafezi e Menna AlaaElDin

Resumo

Donald Trump rejeitou uma proposta do Irã, intermediada pelo Catar na ONU, que previa reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar conflitos no Oriente Médio em até sete dias. O presidente norte-americano alegou que Teerã busca o acordo por estar "perdendo feio" e sofrer com o estrangulamento financeiro decorrente do bloqueio. Cético quanto ao cumprimento das exigências dos EUA, Trump mantém o controle da passagem marítima estratégica e avalia realizar novos bombardeios após as eleições de novembro.

Donald Trump durante discurso na Assembleia Geral da ONU

Foto: Reprodução/X/@SecRubio

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 26, que rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e pôr fim aos conflitos no Oriente Médio.

O Irã apresentou a iniciativa na Assembleia Geral da ONU, em Nova ‌York, afirmando que ela havia sido transmitida aos norte-americanos por meio de mediadores do Catar. Segundo Teerã, ‌a proposta poderia reabrir a via ‌navegável estratégica e encerrar as hostilidades na região em até sete dias.

Mas, em declarações à imprensa na Casa Branca, Trump disse: "Rejeito a proposta deles. ... Rejeitei o acordo deles."

"Eles querem fechar um acordo para abrir o Estreito de Ormuz imediatamente porque estão perdendo feio", ‌disse, antes de partir para o Tennessee. "Estamos vencendo de ‌forma esmagadora."
"Eles querem fechar um acordo e acho que tudo bem, eu também gosto de fechar acordos. O que eles ‌querem é abrir imediatamente ‌o Estreito de Ormuz... porque não têm dinheiro entrando, já que obtêm seu dinheiro do Estreito de Ormuz", disse Trump.
Os EUA impuseram obstáculos econômicos ao Irã para pressionar Teerã a suspender seu bloqueio do Estreito de Ormuz, o que reduziu drasticamente o tráfego marítimo pela passagem, embora Trump tenha reafirmado que os EUA mantêm ‌o controle da via navegável.
O Wall Street Journal foi o primeiro a noticiar que Trump havia rejeitado a proposta iraniana, citando autoridades norte-americanas anônimas.
O jornal informou que Trump, em particular, está cético quanto à possibilidade de o Irã atender às suas exigências e disse à sua equipe que considera provável uma nova campanha de bombardeios após as eleições de meio de mandato para o Congresso dos EUA, em novembro.
Uma autoridade norte-americana havia afirmado anteriormente que as discussões com o Irã por meio de mediadores eram "positivas e construtivas".
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