Candidatos ao governo de São Paulo trocaram acusações sobre a atuação do PCC e do Comando Vermelho

29 set 2026 - 21h11

(atualizado às 23h05)

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- Por: Redação Terra

Os candidatos Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estúdio da TV Globo para participar do debate entre candidatos ao governo de São Paulo.

Foto: Globo/ Bob Paulino

Os candidatos a governador de São Paulo participam, nesta terça-feira, 29, de um debate promovido pela TV Globo. Participam os candidatos Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).

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A segurança pública marcou o primeiro bloco do debate. Haddad abriu o bloco perguntando a Tarcísio sobre a atuação do Comando Vermelho nas regiões de Piracicaba e Rio Claro. O candidato do PT afirmou que o governador havia debochado anteriormente das informações sobre a presença da facção, mas depois reconhecido a existência de um núcleo de inteligência do grupo na Baixada Santista. Ele questionou se Tarcísio continuaria negando a atuação do CV e quais medidas adotaria para reforçar a segurança.

Em resposta, Tarcísio defendeu os resultados de sua gestão e afirmou que os indicadores de criminalidade em São Paulo estão em queda, chegando aos menores níveis da história. O governador citou operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo a prisão de integrantes que estavam na Bolívia, e afirmou que sua administração impôs prejuízos à organização criminosa, inclusive em setores como transporte e combustíveis.

Tarcísio também mencionou ações contra o tráfico de drogas na região central da capital, onde fica a Cracolândia, e prisões relacionadas a crimes de “novo cangaço” em Piracicaba. Ao destacar o trabalho das forças policiais, cumprimentou os agentes envolvidos nas operações.

Na sequência, Haddad questionou a relação política de Tarcísio com a família do ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite. O petista afirmou que o governador havia participado de um palanque para pedir votos aos filhos de Milton Leite, que, segundo ele, teriam influência sobre a prefeitura e o sistema de transporte da capital. Haddad também questionou se Tarcísio teria sido informado de investigações que poderiam atingir pessoas presentes no evento.
Tarcísio respondeu que a relação com a família Leite sempre foi institucional e citou iniciativas nas áreas de saneamento, habitação e infraestrutura. Em seguida, contra-atacou, acusando Haddad de já ter participado de um palanque na Favela do Moinho com pessoas ligadas ao PCC.
A discussão entrou para o âmbito nacional quando Haddad mencionou a Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal em conjunto com outras forças de segurança do Estado de São Paulo.
Haddad defendeu a criação de uma agência antifacção com participação da Polícia Federal e da Receita Federal, para integrar o combate ao crime organizado e evitar disputas de protagonismo entre instituições. Ele citou a Operação Carbono Oculto, que, segundo o candidato, teve iniciativa do governo federal e combateu esquemas ligados ao setor de combustíveis, além de mencionar o Banco Master e fundos suspeitos de lavagem de dinheiro.
O petista também propôs o registro de boletins de ocorrência por meio de inteligência artificial no WhatsApp. Tarcísio contestou a necessidade de criar uma nova agência e afirmou que a cooperação entre os órgãos já ocorre em São Paulo. O governador também reivindicou a participação do estado na Operação Carbono Oculto, citando o trabalho do Gaeco, e voltou a defender os resultados de sua administração no combate ao crime organizado.
Saúde e dívida pública
Na segunda rodada de perguntas do primeiro bloco, Tarcísio escolheu o tema Saúde e a região metropolitana da Baixada Santista para debater. Os candidatos discutiram as filas do SUS, a ampliação de leitos, a construção de hospitais e o financiamento do sistema. O confronto também envolveu críticas à gestão da pandemia e, ao final, uma troca de declarações sobre a dívida pública paulista.
## Quem participa do debate?
- Tarcísio de Freitas (Republicanos)
- Fernando Haddad (PT)
Os demais candidatos ao governo de São Paulo não participam porque não atenderam ao critério da emissora de representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional utilizado para o convite. São eles Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP).
Regras do debate
O debate será dividido em quatro blocos, e terá como base perguntas feitas entre os próprios participantes. A proposta é que eles detalhem os planos de governo para os espectadores, propondo as discussões sobre os principais assuntos para o estado. Tarcísio e Haddad ficarão lado a lado no estúdio e poderão circular pelo espaço livremente.
O primeiro e o terceiro blocos serão dedicados a temas determinados, com 20 minutos de duração cada, sendo 10 minutos para discussão de cada tema. Nesses blocos, cada candidato irá escolher um tema entre seis previamente definidos pelo jornalismo da Globo, e que serão mostrados em um telão.
Depois, cada um irá selecionar uma região metropolitana no estado. A questão proposta ao adversário deve estar relacionada tanto ao tema quanto à região. Cada candidato terá seis minutos por tema e poderá administrar esse tempo livremente.
O segundo e o quarto blocos terão tema livre, com 20 minutos cada. Neles, os candidatos terão 10 minutos para debater e gerenciar o tempo. Quem for sorteado para começar o segundo bloco será o segundo a perguntar no quarto bloco. Ao final, os candidatos apresentam suas considerações finais.
Fonte: Portal Terra
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