O Observatório de Perth (em inglês: Perth Observatory) é o nome de dois observatórios astronômicos localizados na Austrália Ocidental, Austrália, com história e missão institucional contínua desde 1896. O observatório original foi fundado naquele ano no Monte Eliza, em West Perth, com vista panorâmica sobre a cidade de Perth (código MPC 319). Devido à expansão urbana e à crescente poluição luminosa, o observatório foi transferido em 1965 para Bickley, na Cordilheira Darling, cerca de 24 quilômetros a leste de Perth (códigos MPC 322 e 323). O observatório de Bickley é reconhecido como o mais antigo em operação contínua da Austrália. Em 2005, foi inscrito no Registro Estadual do Patrimônio da Austrália Ocidental. Desde junho de 2015, é operado pelo Perth Observatory Volunteer Group em parceria com o Departamento de Parques e Vida Selvagem do governo estadual. O portal da UNESCO para o Patrimônio da Astronomia também reconhece o sítio como de relevância para a história da astronomia mundial.

Observatório original (1896–1965)

Fundação e construção

A ideia de um observatório para Perth foi proposta em 1891 pelo premier da Austrália Ocidental John Forrest, mas não obteve financiamento imediato. Em 1895, Forrest consultou o astrônomo governamental da Austrália do Sul, Sir Charles Todd, que recomendou seu próprio assistente, William Ernest Cooke, para o cargo. Cooke foi nomeado primeiro astrônomo governamental da Austrália Ocidental em 1 de fevereiro de 1896 e enviado por Forrest em viagem à Europa para estudar designs de observatórios e supervisionar a fabricação dos instrumentos; visitou Paris, Nice, Estrasburgo e Bruxelas, além do astrônomo de Sua Majestade no Cabo da Boa Esperança. A pedra fundamental do observatório foi lançada por Forrest em 29 de setembro de 1896, em cerimônia cívica de destaque. O projeto arquitetônico foi executado pelo arquiteto governamental George Temple-Poole, numa combinação ousada de estilos arquitetônicos australianos. O domo para o telescópio astrográfico foi projetado pelo fabricante irlandês Sir Howard Grubb, de Dublin. A pedra fundamental foi desenhada pelo próprio Cooke com as posições exatas dos planetas no zodíaco no momento de sua colocação. A construção foi concluída ao custo de £6.622 — mais que o dobro do orçamento inicial — e o complexo foi oficialmente inaugurado por John Forrest em 1900. O complexo era composto pelo edifício principal de escritórios, o Edifício do Círculo de Trânsito (que abrigava o telescópio meridiano Troughton & Simms de 6 polegadas, chegado em 1898) e o domo do telescópio astrográfico Howard Grubb de 13 polegadas (chegado em 1899), ambos totalmente comissionados em outubro de 1901.

William Ernest Cooke (1896–1912)

A primeira tarefa de Cooke ao chegar a Perth foi determinar com precisão a latitude e longitude exatas da colônia — trabalho fundamental para o estabelecimento de um padrão de tempo confiável. Antes de sua chegada, os relógios da colônia podiam variar em até meia hora. Cooke estabeleceu um eficiente serviço de tempo padrão para a Austrália Ocidental: os sinais eram transmitidos diariamente por telégrafo para toda a rede ferroviária e para o público. Uma bola de tempo era solta ao meio-dia no Round House em Fremantle e na Hay Street em Perth; a partir de 1902, um canhão passou a disparar ao meio-dia em Perth e em Fremantle como sinal de tempo, prática que perdurou até 1955 — o canhão ainda se encontra no terreno do observatório original. Cooke estabeleceu também um eficiente Bureau do Tempo, foi o primeiro a traçar a rota de um ciclone tropical sobre o estado e instituiu alertas que reduziram os riscos para a navegação e a indústria da pesca de pérolas. Até 1908, acumulou o cargo de meteorologista governamental, quando os serviços meteorológicos foram transferidos ao governo federal. Em 1901, o observatório participou das observações do Grande Cometa de 1901 (C/1901 G1), visível exclusivamente do Hemisfério Sul naquele ano.

Catálogo Astrográfico e Carte du Ciel Em 1887, uma conferência internacional em Paris reuniu mais de 50 astrônomos de todo o mundo com o objetivo de fotografar e catalogar a posição de milhões de estrelas — projeto que ficou conhecido como Catálogo Astrográfico (Astrographic Catalogue, AC) e Carte du Ciel (Mapa do Céu). Vinte observatórios ao redor do mundo participaram, cada um responsável por uma zona de declinação específica, usando telescópios-padrão de 13 polegadas fabricados pelos irmãos Henry em Paris ou por Howard Grubb em Dublin. A zona entre −32° e −40° havia sido atribuída ao Observatório do Rio de Janeiro, mas como o trabalho no Rio não havia avançado até 1900, a tarefa foi transferida ao Observatório de Perth. A primeira placa foi tirada em 4 de novembro de 1901. O trabalho era de escala colossal: cada placa cobria 2°×2° do céu em exposições de 6 minutos (para o AC) ou três exposições de 20 minutos (para a Carte du Ciel), e as medições manuais das posições estelares eram realizadas por "computadores" — denominação dada na época a pessoas treinadas para executar cálculos repetitivos. Em Perth, 11 mulheres trabalharam nessa função entre 1908 e 1918. Seis volumes foram publicados até 1916, com o restante publicado entre 1948 e 1952 com assistência do Observatório Real de Edimburgo. Os catálogos Edimburgo/Perth, completados sob Spigl entre 1949 e 1953, registraram as posições de 139.000 estrelas. Em 1907, Cooke publicou o Catalogue of 420 Standard Stars, que recebeu amplo reconhecimento internacional — o Astrônomo Real britânico aconselhou outros observatórios a seguir os métodos do Observatório de Perth. Uma conferência internacional em Paris em 1909 adotou as propostas de Cooke para um programa mais eficiente de mapeamento estelar. Cooke deixou o cargo em 1912 para assumir o posto de astrônomo governamental de Nova Gales do Sul.

Harold Curlewis (1912–1940) Com a saída de Cooke, o governo estadual manteve Curlewis apenas como astrônomo governamental interino por oito anos, ameaçando inclusive fechar o observatório ou transferi-lo ao governo federal — proposta recusada pela Commonwealth. Somente em 1920, Curlewis foi efetivado no cargo. Em 1929, escreveu sobre as vantagens do sítio do Monte Eliza, observando que os ventos predominantes sopravam sobre a extensão do King's Park, preservando as condições de observação astronômica apesar da proximidade com a cidade. O período mais notável de Curlewis foi a participação do observatório na expedição de Wallal de 1922, organizada para observar o eclipse solar total de 21 de setembro de 1922 em Wallal Downs, estação de gado remota a cerca de 320 km ao sul de Broome, na costa da Austrália Ocidental. O objetivo central era testar a relatividade geral de Albert Einstein, verificando se a luz de estrelas distantes se curvava ao passar próximo ao Sol durante a totalidade do eclipse. A expedição foi liderada pelo diretor do Observatório Lick da Califórnia, William Wallace Campbell, e contou com astrônomos dos Estados Unidos, Canadá, Índia e Austrália — incluindo membros do Observatório de Perth, que levaram o telescópio Calver de 12,5 polegadas do observatório. A expedição observou 140 estrelas durante a totalidade com erro de menos de 1%, e Campbell telegrafou a Einstein com a confirmação plena das previsões da relatividade geral. Em 1920 e 1921, Curlewis colaborou com o astrônomo governamental da Austrália do Sul, George Dodwell, na determinação de posições para demarcação da fronteira entre a Austrália Ocidental e a Austrália do Sul em Deakin. Em 1921, o mesmo grupo viajou a bordo do navio estadual MV Bambra até Wyndham, sendo guiado por M. P. Durack até um ponto na estação Rosewood próximo a Argyle Downs, próximo ao 129° meridiano leste, usando sinais de rádio sem fio para determinação precisa de tempo. Essas determinações levaram, em 1968, à formação do Surveyor Generals Corner — o ponto de encontro das fronteiras da Austrália Ocidental, do Território do Norte e da Austrália do Sul, onde existe um trecho de aproximadamente 127 metros "lateral" na fronteira entre a Austrália Ocidental e o Território do Norte.

Hyman Spigl (1940–1962) Hyman Solomon Spigl, terceiro astrônomo governamental, assumiu o cargo em 1940 com formação em topografia. Reconstruiu o observatório após os cortes severos da Segunda Guerra Mundial, revitalizando o serviço de tempo e os serviços de sismologia. Completou os catálogos astrográficos em andamento e, entre 1949 e 1953, publicou em conjunto com o Observatório Real de Edimburgo os catálogos que registraram posições de 139.000 estrelas. Reiniciou as publicações para a Royal Astronomical Society. Por meio de uma bolsa da National Science Foundation americana, iniciou a restauração do círculo de trânsito meridiano de 150 mm (6 polegadas) do observatório para reiniciar observações meridianas — projeto que não concluiu antes de sua morte, mas cujo instrumento, agora totalmente restaurado, está exposto no saguão do Observatório de Bickley. Em 1957, o observatório aderiu ao Project Moonwatch, programa internacional para rastrear os primeiros satélites artificiais. Durante o Ano Internacional da Geofísica (1957–1958), instalou uma câmera de lua Markowitz no telescópio astrográfico. Spigl lecionou por muitos anos topografia na Universidade da Austrália Ocidental e esteve envolvido com a Astronomical Society of Western Australia. Em 1958, recebeu uma bolsa Gledden da Universidade da Austrália Ocidental e passou 12 meses em observatórios nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Europa, buscando um novo local para o observatório em função do Relatório Stephenson-Hepburn de 1955, que determinara a relocação do sítio. Spigl faleceu em 20 de agosto de 1962 sem ter concluído o processo de transferência.

Observatório de Bickley (1965–presente)

Bertrand Harris e a transferência para Bickley

Com a morte de Spigl em 1962, Bertrand Harris (1925–1974), assistente desde 1957, assumiu como quarto astrônomo governamental e teve de enfrentar imediatamente a relocação. A poluição luminosa e atmosférica da cidade havia tornado as condições de observação no Monte Eliza inadequadas para pesquisa científica. O terreno do observatório original deu lugar ao que seriam inicialmente cinco blocos de escritórios governamentais — mas apenas um foi construído, o Dumas House. O domo do telescópio astrográfico original foi demolido em 1964; a casa do astrônomo-chefe sobreviveu e é hoje ocupada pelo National Trust. A derrubada da vegetação no novo terreno florestal estadual em Bickley, na Cordilheira Darling, iniciou-se em fevereiro de 1964. As escavações começaram em maio de 1964 e as obras prosseguiram ao longo de 1965, com a equipe se instalando em 19 de dezembro de 1965. O novo observatório foi inaugurado oficialmente em 30 de setembro de 1966 — 70 anos e um dia após a colocação da pedra fundamental do observatório original — pelo premier David Brand, ao custo de A$600.000. O monitoramento sísmico, que havia sido operado pelo observatório desde 1923 com um sismógrafo Milne-Shaw, foi transferido com a relocação para o Observatório Geofísico de Mundaring, sob controle do governo federal. O telescópio astrográfico Howard Grubb original, transportado intacto com montagem e domo da instalação anterior, foi restaurado e reativado em 29 de março de 1968, passando a tirar placas de segunda época para estudos de movimento próprio estelar. Harris reiniciou os tours públicos em 23 de outubro de 1966 e manteve os serviços de tempo, marés e informação astronômica para a Austrália Ocidental.

Catálogos meridianos de Perth Em 1967, Harris supervisionou a instalação de um telescópio de círculo meridiano no observatório, parte de uma expedição de astrônomos do Observatório de Hamburgo (Alemanha), que trabalhou de 1967 a 1971 no programa internacional Southern Reference Stars (SRS). Em 1967, Harris também colaborou com a Universidade da Austrália Ocidental na instalação de um telescópio de 410 mm (16 polegadas) para uso conjunto. Em 1968, o Observatório Lowell de Flagstaff, Arizona, instalou no observatório um telescópio Boller & Chivens de 610 mm (24 polegadas) como parte do International Planetary Patrol Program da NASA, voltado à fotografia de Marte, Júpiter e Vênus. Em 1970, Harris criou uma seção meridiana dedicada para continuar o trabalho após a partida dos alemães. O resultado foi o Perth 70 (1974–76), com as posições precisas de 24.900 estrelas — o maior e mais preciso catálogo meridional do Hemisfério Sul até então. Harris organizou o Simpósio UAI n° 61 em Perth em 1973, dedicado a "Novos Problemas em Astrometria", e faleceu em 23 de dezembro de 1974, aos 49 anos. Iwan Nikoloff (1921–2015), quinto astrônomo governamental (1974–1985), nasceu na Bulgária e emigrou para a Austrália em 1964 quando o país vivia sob a Cortina de Ferro. Sob sua direção, o Perth 75 foi publicado em 1982, catalogando 2.549 estrelas do programa FK4 e FK4 Suplementar, fornecendo informações cruciais do Hemisfério Sul para a construção do referencial fundamental FK5. O Perth 83, completado em 1988, encerrou a série. Nikoloff foi membro fundador da Astronomical Society of Australia e membro das Comissões 8 (Astrometria) e 1 (Astronomia Fundamental) da União Astronômica Internacional (UAI). Aposentou-se em 4 de janeiro de 1985 e faleceu em 8 de abril de 2015.

Michael Candy: cometas, asteroides e anéis de Urano Michael Philip Candy (1928–1994), sexto astrônomo governamental e primeiro Diretor, chegou ao observatório em 12 de maio de 1969 após recusar o cargo de diretor da British Astronomical Association para emigrar à Austrália. Havia se formado no HM Nautical Almanac Office britânico, experiência que seria fundamental para as contribuições astrométricas do observatório. Em novembro de 1969, assumiu o telescópio astrográfico de Nikoloff. Candy havia descoberto em 1960 o Cometa Candy (1960n) e foi o primeiro astrônomo a descobrir e calcular a órbita de um cometa a partir de apenas duas observações em menos de 60 horas. Em Perth, rapidamente posicionou o observatório na vanguarda da astrometria cometária austral: em 1972, era o 9° do mundo em produção de posições cometárias. Introduziu novas técnicas de processamento de placas fotográficas que aumentaram a magnitude limite das observações de 14 para 19, recuperou cinco cometas e levou o observatório a 2° lugar mundial entre 1973 e 1977 e 4° entre 1978 e 1984. Por essas contribuições, recebeu a Medalha Merlin da British Astronomical Association em 1975. Sob sua direção, o observatório descobriu mais de 100 novos asteroides — com 29 deles creditados ao observatório pelo Minor Planet Center entre 1970 e 1999, com o primeiro, o 2993 Wendy, descoberto em 1970. Em 1987, o governo estadual impôs os cortes mais drásticos da história do observatório, com 50% do pessoal redistribuído e uma seção inteira encerrada. O clamor das comunidades científica e amadora foi fundamental para evitar o fechamento total da instituição. Candy continuou trabalhando no observatório após sua aposentadoria compulsória em projetos que incluíam o estudo do binário eclipsante FO Hydra, o desenvolvimento de um telescópio caçador de cometas, uma nova teoria sobre as origens e evolução dos cometas, a análise do cometa perdido Gale e a comparação de um cometa sul-australiano de 1979 com um cometa de 1770. Tornou-se vice-presidente da Comissão 6 da UAI em 1979 e seu presidente entre 1982 e 1985, e membro da Comissão 20 (Posições e Movimentos de Planetas Menores, Satélites e Cometas) até 1988. Foi conselheiro da Astronomical Society of Australia (1988–1990) e da Royal Society of Western Australia (1988–1990), e presidente desta última em 1989. O asteroide 3015 Candy foi nomeado em sua homenagem em 1980. Aposentou-se em 24 de dezembro de 1993 e faleceu em 2 de novembro de 1994.

Descoberta dos anéis de Urano (1977) Em março de 1977, o Observatório de Perth sediou o Dr. Bob Millis, do Observatório Lowell, que havia viajado até Perth para observar a ocultação estelar da estrela SAO 158687 por Urano em 10 de março de 1977. Usando o telescópio Lowell de 24 polegadas instalado no observatório, Millis e o astrônomo de Perth Dr. Peter Birch registraram cinco ocultações da estrela antes e depois da ocultação principal pelo disco de Urano — causadas pelos anéis do planeta. Os dados foram essenciais para confirmar a descoberta feita simultaneamente pelo Observatório Aéreo Kuiper (KAO) da NASA. Os resultados foram publicados na revista Nature (Millis, Wasserman & Birch, 1977), estabelecendo que Urano possui pelo menos cinco anéis — a primeira evidência de que outro planeta além de Saturno possuía sistema de anéis.

Cometa Halley Durante o retorno do Cometa Halley em 1985–86, o Observatório de Perth produziu 10% de todas as posições astrométricas terrestres do cometa — a maior contribuição individual de um único observatório no mundo. Em 1986, em colaboração com a Universidade de Maryland e o Observatório Lowell, o observatório descobriu jatos de CN nas imagens do Halley. O observatório publicou as comunicações sobre posições de cometas e planetas menores nos boletins Communication No. 2, 3, 4 e 5 (1986).

James Biggs, exoplanetas e supernovas James D. Biggs assumiu o cargo de diretor em maio de 1994. Em 1993, iniciou-se a Perth Automated Supernova Search, utilizando o telescópio Lowell automatizado com CCD resfriado a nitrogênio líquido; o programa descobriu 30 supernovas até seu encerramento em 2011. Em 1995, o observatório tornou-se membro fundador do consórcio PLANET (Probing Lensing Anomalies with a Network of Telescopes), uma rede de telescópios distribuídos ao redor do Hemisfério Sul para monitoramento contínuo de eventos de microlente gravitacional. Em janeiro de 1996, no centenário de sua fundação, o observatório foi transferido para o Department of Conservation and Land Management (atual Departamento de Parques e Vida Selvagem). Em julho de 2005, o sistema OGLE detectou o evento de microlente OGLE-2005-BLG-390, ativando os telescópios da rede PLANET — incluindo o de Perth — para monitoramento intensivo. Ao longo de duas semanas de observações, foi detectado um pico revelando a presença de um planeta. O resultado foi anunciado em 25 de janeiro de 2006, com o membro Andrew Williams do Observatório de Perth como coautor. O planeta, designado OGLE-2005-BLG-390Lb, possui entre 3 e 10 massas terrestres e orbita uma anã vermelha a cerca de 21.500 ano-luz do Sol, próximo ao centro da Via Láctea — tornando-se na época o exoplaneta rochoso/gelado de menor massa detectado fora do Sistema Solar. Em 2012, o consórcio PLANET publicou um artigo estatístico na revista Nature concluindo que planetas de massa terrestre são comuns em torno de estrelas da Via Láctea.

Era recente e modelo comunitário Ralph Martin sucedeu Biggs em 2010 como oitavo e último diretor. Em 22 de janeiro de 2013, o governo da Austrália Ocidental anunciou o encerramento de todos os programas de pesquisa. Em junho de 2015, o Perth Observatory Volunteer Group assinou acordo de parceria para gerir o observatório. A instituição opera atualmente com apenas três funcionários em tempo parcial e cerca de 120 voluntários. No ano de 2022–23, o observatório alcançou 14.992 pessoas em seus programas, realizou 179 tours noturnos com 5.810 visitantes, atendeu 771 estudantes escolares e conduziu 26 eventos fora do sítio em toda a Austrália Ocidental. Os 162 voluntários registrados contribuíram 20.560 horas de trabalho voluntário. O observatório publicou o Western Australian Astronomy Almanac nos anos 2000, precedido pelo Astronomical Data (1965–1990) e pelo Astronomical Handbook (1989–1992).

Patrimônio e instrumentação Em 19 de julho de 2005, o Observatório de Bickley foi inscrito no Registro Estadual do Patrimônio da Austrália Ocidental como o mais antigo observatório em operação contínua da Austrália. O portal da UNESCO para o Patrimônio da Astronomia inclui o sítio entre os observatórios de relevância histórica mundial. O acervo inclui o telescópio astrográfico Howard Grubb original (13 polegadas, f/15, fabricado em Dublin em 1897), o telescópio Lowell de 24 polegadas (Boller & Chivens 610 mm), o telescópio Calver de 12,5 polegadas (chegado em 1911, usado na expedição de Wallal em 1922), o círculo de trânsito meridiano de 150 mm restaurado (exposto no saguão), o sismógrafo Milne-Shaw histórico, relógios e cronômetros de precisão e extensa documentação arquivística. O asteroide 3953 Perth foi nomeado em homenagem ao observatório.

Astrônomos governamentais

Referências

Ligações externas «Site oficial do Observatório de Perth» (em inglês) «Perth Observatory no UNESCO Portal to the Heritage of Astronomy» (em inglês) «Perth Observatory no Registro do Patrimônio da Austrália Ocidental» (em inglês) «Pesquisa astronômica do Observatório de Perth» (em inglês)