Os preços de bens e serviços do país subiram 0,82% em setembro, após caírem 0,32% em agosto deste ano. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta sexta-feira (9/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A alta da inflação foi puxada, principalmente, pelos grupos habitação e transportes, que inclui os combustíveis. Nenhum grupo teve queda nos preços, mas educação apresentou a menor inflação no mês.Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,58%, acima do teto (4,5%). No mesmo mês de 2025, o índice foi 0,48%. No ano, ou seja, no acumulado de janeiro a setembro do IPCA, a elevação corresponde a 3,95%.O que é IPCAO IPCA é calculado desde 1979 pelo IBGE. O índice é considerado o termômetro oficial da inflação e é usado pelo Banco Central para ajustar a taxa básica de juros, a Selic.Ele mede a variação mensal dos preços na cesta de vários produtos e serviços, comparando-os com o mês anterior. A diferença entre os dois itens da equação representa a inflação do mês observado.O IPCA mensura dados nas cidades, de forma a englobar 90% das pessoas que vivem em áreas urbanas no país.O índice pesquisa preços de categorias como transporte, alimentação e bebidas, habitação, saúde e cuidados pessoais, despesas pessoais, educação, comunicação, vestuário, artigos de residência, entre outros.A meta de inflação para 2026 é de 3%, com variação de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Leia também BrasilFMI defende transferências temporárias em vez de subsídios contra inflação BrasilPrévia da inflação: Após recuo, IPCA-15 acelera 0,70% em setembro BrasilFocus: mercado reduz projeção para o PIB e sobe a da inflação para 5,01% BrasilBolsa sobe diante do resultado da inflação nos EUA e dólar recua Com isso, o índice tem piso de 1,5% e teto de 4,5%, conforme estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).Em atualização.







