O Tribunal do Júri do Paranoá condenou, na quinta-feira (1º/10), Rhyan Lucas Oliveira da Cruz a 10 anos e oito meses de prisão por tentar matar um motociclista durante uma discussão no Itapoã. O crime ocorreu após a vítima fazer uma manobra conhecida como “queima de pneu”, que consiste em acelerar a motocicleta enquanto mantém a roda traseira girando no mesmo lugar, provocando fumaça e barulho. Leia também BrasilBriga após bebedeira termina com facadas e homem morto no sofá em SC Distrito FederalEx-deputado condenado por mandar matar jovem recebeu 1,8 mil votos no DF Distrito FederalMesmo condenado, ex-deputado Carlos Xavier pode disputar eleição no DF Distrito FederalDentista condenado por estuprar influencer no DF tem registro cassado Segundo a denúncia, a vítima chegou à Avenida Comercial do Itapoã, na madrugada de 11 de junho de 2025, e fez a manobra ao estacionar. O ruído excessivo e a fumaça provocados pela roda traseira teriam incomodado frequentadores da região e iniciado uma discussão entre o motociclista, Rhyan e amigos dele.Durante o desentendimento, Rhyan pegou uma faca e desferiu dois golpes no pescoço da vítima.Mesmo gravemente ferido, o motociclista conseguiu subir na própria moto e fugir do local. Pouco depois, porém, desmaiou. Testemunhas prestaram socorro e o levaram para atendimento médico.Rhyan foi condenado por tentativa de homicídio duplamente qualificada, por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.Ataque deixou sequelas permanentesAs facadas provocaram intensa perda de sangue e consequências graves para o motociclista. De acordo com as informações do processo, a vítima sofreu um extenso Acidente Vascular Cerebral (AVC) em decorrência dos ferimentos.O homem precisou passar por duas cirurgias no crânio e por uma angioplastia. Atualmente, necessita de cuidados especiais contínuos para realizar atividades básicas.Após o ataque, ele perdeu a fala, a visão do olho direito e ficou com o lado direito do corpo paralisado.De acordo com a setença, o homicídio não chegou a ser consumado devido ao rápido socorro prestado por terceiros e ao atendimento médico recebido pela vítima.Caso começou como lesão corporalNa época do crime, o caso foi inicialmente registrado como lesão corporal pela 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá).A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou, na ocasião, que a vítima estava embriagada quando foi socorrida, o que dificultou a coleta de informações sobre a motivação e a dinâmica da agressão.







