25 set 2026 - 17h24

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Resumo

A Aneel anunciou que a conta de luz terá bandeira verde em outubro, suspendendo a taxa extra aplicada desde maio sob a bandeira amarela. A decisão decorre do aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste em setembro, que estabilizou os reservatórios das hidrelétricas e reduziu o acionamento de termelétricas, mais caras. A expectativa do ONS é de que as precipitações sigam acima da média histórica, aliviando os custos de geração e o impacto tarifário na inflação dos consumidores.

A ‌Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária para o próximo mês será verde, sem custo extra na conta de energia dos consumidores, após várias regiões do país receberem chuvas ‌volumosas em setembro.

"Com o início da transição entre os períodos seco e ‌úmido em parte das ‌principais bacias hidrográficas do país, houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas", disse a Aneel em ‌comunicado.

Com as chuvas colaborando, será possível reduzir ‌o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o ‌que evita a ‌cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor, explicou a Aneel.

As chuvas que deverão chegar às usinas hidrelétricas em outubro deverão ficar acima da média de longo prazo nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, indicou também nesta sexta-feira o Operador ‌Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Análises de especialistas do setor tinham apontado a possibilidade do país voltar a ter bandeira verde.

Desde maio as contas de luz registram bandeira amarela, com uma cobrança adicional de R$1,885 na conta de luz, a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em setembro, com o fim do alívio do bônus de Itaipu, o impacto da bandeira amarela na inflação foi mais sentido, conforme dados do IPCA-15 divulgados nesta sexta-feira.
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